Um planetário é um complexo equipamento óptico-mecânico que tem a função que projetar em uma cúpula todos os corpos celestes que vemos em um céu real. Logicamente a qualidade dessa projeção varia de acordo com a tecnologia de cada projetor. Alem de reproduzir os principais astros visíveis, um planetário é capaz de realizar os principais movimentos da Terra como movimento de rotação, translação e até o de precessão dos equinócios ( este último movimento permite simular viagens pelo tempo onde é possível conhecer o céu do passado ou do futuro ). O projetor possui ainda um movimento chamado de " altura polar " que permite variar a latitude. Assim é possível projetar o céu de qualquer parte do mundo. Todos estes movimentos são produzidos por meio de motores e é possível também alterar suas velocidades e sentido de rotação.


Planetário GS da empresa Goto-Japão ( esquerda ) é um planetário de médio porte para cúpulas entre 10 e 15 metros de diâmetro.
A imagem direita mostra o outro planetário Goto onde vemos o projetor no centro da sala e a mesa de comando.

Atualmente encontramos planetários de tamanhos variados como os planetários móveis com domos infláveis de 4 ou 6 metros de diâmetro e os grandes planetários fixos onde as cúpulas atingem diâmetros de 20 a 30 metros. As dimensões e o peso do projetor ( planetário ) também variam muito. No caso dos planetários móveis o projetor possui uma média de peso de 3 kg, enquanto que os projetores de grande porte atingem um peso da ordem de 3 a 4 toneladas. Para projetar as estrelas um planetário utiliza diversas placas com furos de dimensões bem reduzidas. No inicio estes furos eram feitos em placas de metal em um processo totalmente manual. Em alguns modelos mais recentes são utilizadas, no lugar das placas metálicas, placas de vidro totalmente metalizadas. Os furos são feitos na própria metalização através de laser. Atualmente nos modernos planetários são utilizadas fibras ópticas de diâmetros extremamente reduzidos para projetar as estrelas. Estes pequenos furos ( ou fibras ópticas ) apresentam diâmetros da ordem de microns. Todos estes furos são feitos baseados nas posições corretas das estrelas para formar corretamente as figuras das constelações. Os furos apresentam diâmetros diferentes para proporcionar o brilho ( magnitude aparente ) correto. Um grande planetário utiliza lâmpadas de até 1000 W de potencia luminosa para a projeção das estrelas e são utilizadas várias lentes para focalizar estes pontos de luz na cúpula.


Planetário Goto GSS-Helios de grande porte para cúpulas de 20 a 30 metros de diâmetro.

Nos grandes planetários temos ainda diversos projetores auxiliares tais como : projetor do Sol, Lua, planetas visíveis a olho nu ( Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno ), projetores para a Via-Láctea, projetor de estrelas cadentes, projetor de cometa, projetor de nuvens, meridiano celeste, equador celeste, projetor para eclíptica, nomes das constelações, Sistema Solar e etc. Alem dos diversos projetores os planetários são dotados de complexos dispositivos de iluminação que permitem simular, por exemplo, um por do Sol com a sala escurecendo lentamente e até com os clarões avermelhados no horizonte. Devido a toda esta complexidade, um planetário é um equipamento de valor extremamente elevado variando de 2 a 4 milhões de dólares apenas o projetor ( valores para projetores de grande porte para cúpulas de 20 metros de diâmetro ). Para controlar o planetário existe uma mesa de comando com vários botões. Nos aparelhos mais modernos encontramos computadores para programar todos os recursos do equipamento, em outras palavras, é possível realizar uma apresentação de 50 minutos de duração apertando apenas um botão. Mas nos modelos mais simples e antigos o processo é totalmente manual. O primeiro planetário foi construído na Alemanha pela empresa Carl Zeiss no ano de 1923. Era um aparelho muito simples e apresentava a sua latitude fixa, ou seja, não possuía o recurso de altura polar que permite mostrar o céu de outras partes do mundo. Alem de proporcionar belos espetáculos visuais, os planetários são muito importantes para o ensino da astronomia, pois resultado é uma reprodução exata de um céu real.


A esquerda o planetário Zeiss I ( Modelo I ) construído no ano de 1923. No centro um modelo mais recente chamado Cosmorama e a direita o modelo StarMaster.


Acima imagens dos principais modelos de planetários da empresa Carl Zeiss. A direita temos o modelo Universarium VIII e a esquerda o Universarium IX. Ambos são equipamentos de grande porte para cúpulas de 20 a 30 metros de diâmetro.

Planetários Móveis

Planetários móveis são aparelhos de pequeno porte que podem ser transportados com facilidade para qualquer local. O projetor ( planetário ) possui apenas alguns Kg de peso e a cúpula é inflável. Este tipo de equipamento é ideal para fazer apresentações em escolas, clubes e em outras atividades para divulgação da astronomia. Logicamente a qualidade de projeção deste tipo de planetário é bem mais simples se comparado com planetários fixos de maior porte, pois um planetário móvel não possui todos os recursos de um equipamento profissional.

 
Modelos de planetários da empresa RS Automation Cosmos ( França ) e o domo inflável.

 
Acima imagens do "Projeto Móbile" uma empresa de São Paulo que divulga astronomia com um planetário StarLab.
Conheça um pouco mais sobre o Projeto Móbile visitando o site: www.projetomobile.com.br


Imagem do planetário de São Paulo - Parque Ibirapuera. Nesta foto vemos o projetor Zeiss modelo III. Na parte inferior direita da foto vemos uma " sombra " do projetor. Na realidade é uma maquete em escala quatro vezes menor. A maquete foi construída por Sebastião Santiago Filho e se encontra em exposição no planetário.


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