O Schmidt Newtoniano apresentado nessa pagina é um projeto conjunto realizado pelos construtores de telescópios Pedro F. L. Hidalgo e Sebastião Santiago Filho. O projeto foi iniciado no final 2005 com a construção da lâmina de faces paralelas ( superfícies planas ). Com o êxito na construção da lâmina de faces paralelas o próximo passo foi a construção da placa corretora Schmidt.
O telescópio Schmidt é um aparelho do tipo catadióptrico, ou seja, um telescópio misto que combina a reflexão e a refração. A reflexão é feita normalmente pelos espelhos (primário e secundário) como em um telescópio refletor comum. A refração ocorre quando a luz atravessa a placa corretora que é instalada na extremidade superior do tubo. A placa corretora também sustenta o espelho secundário e o seu suporte, pois nos catadióptricos as hastes da aranha são eliminadas.
A placa corretora Schmidt também possui a função de corrigir a aberração esférica do espelho primário, pois neste telescópio o espelho principal possui razão focal pequena e com superfície  esférica. Além de corrigir a aberração esférica a placa corretora também reduz a curvatura de campo diminuindo  o efeito "coma" muito comum em telescópios de distancia focal reduzida. Assim é possível construir Schmidts Newtonianos com razão focal 4.5 ou Schmidts Cassegrains com razão 10.





Vantagens e características do telescópio Schmidt

É um Schmidt!
  Óptica top de linha e adotada pelos principais fabricantes de telescópios do mundo. Agora os telescópios Schmidt Newtoniano e Schmidt Cassegrain. estão disponíveis no Brasil através do site Telescópios.
Sem Turbulência interna.
  A placa corretora deixa o tubo do telescópio fechado eliminando totalmente a turbulência de ar interna. O resultado são imagens mais estáveis e nítidas.
Adeus aranha!
  A placa corretora elimina as hastes da aranha tornando as imagens mais precisas e sem aqueles raios de luz produzidos principalmente quando observamos estrelas mais brilhantes.
Grande correção da óptica.
  A placa Schmidt corrige totalmente a aberração esférica do primário e reduz a curvatura de campo. Isso possibilita a construção de telescópios de pequena razão focal.

Testando o Schmidt Newtoniano

Nos testes foram usadas redes de difração de 4 e 6 linhas por milímetro. Foi usado também um plano óptico padrão para aferição do espelho secundário e da face plana da placa corretora Schmidt.

             

A imagem 1 mostra o espelho primário esférico (com razão focal 5.3) aferido com uma rede de difração de 6 linhas por milímetro. Na imagem 2 temos a face plana da placa corretora aferida com um padrão óptico lambda/10. Vemos as linhas retas e paralelas indicando a grande precisão dessa superfície.
O teste definitivo para finalizar a placa corretora  é feito no tubo óptico do telescópio ( veremos o teste mais adiante ), mas uma boa maneira de acompanhar todo o trabalho ( na segunda superfície ) é colocar a placa corretora na frente do espelho primário. Na condição de lâmina de faces paralelas não ocorre nenhuma mudança na figura do espelho, pois ambas as faces são planas e neste caso temos uma óptica neutra. Mas no caso da placa Schmidt ocorre uma mudança na figura do espelho e as linhas aparecem de modo semelhante a um espelho parabólico como mostram as fotos 3 e 4. A função da placa corretora é corrigir a aberração esférica do primário. A placa corretora produz uma aberração de mesma proporção, mas inversa àquela existente no espelho principal. Podemos dizer que a placa corretora Schmidt é a responsável pela parabolização do espelho primário e isso é claramente visível quando colocamos a placa logo a frente do espelho.

             

Para finalizar a placa corretora é preciso montar toda a óptica em um tubo e alinhar muito bem todos os componentes.
Na imagem 5 temos primeiramente a figura do conjunto espelho primário e secundário, sem a placa corretora instalada no tubo, e nesse caso é preciso usar a aranha para sustentar o secundário. Vemos a forma esferóide indicando a falta de correção do espelho primário. É possível notar também as 3 hastes do suporte do secundário.
As imagens 6 e 7 mostram o conjunto óptico com a adição da placa corretora. Vemos claramente uma mudança na óptica com linhas retas e paralelas indicando a total correção do espelho primário. O mesmo ocorre na foto 8, mas dessa vez com uma rede de difração de 6 linhas por milímetro.

             

Finalmente a ultima seqüencia de fotos mostrando o teste do telescópio sem a aranha e com o secundário instalado na placa corretora. As imagens 9, 10 e 11 foram obtidas com a rede de difração de 4 linhas por milímetro. A imagem 12 foi obtida com rede de difração de 6 linhas por milímetro.


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