Em uma noite estrelada é muito fácil notar que as estrelas não apresentam um brilho fixo. Estes pontos de luz parecem " tremer " e este efeito é chamado de cintilação. A camada de ar que envolve nosso planeta ( atmosfera ) provoca o efeito de cintilação das estrelas. Isso ocorre, pois nossa atmosfera possui várias camadas de densidades diferentes e cada camada possui turbulência.
Ao passar por toda a atmosfera luz das estrelas e demais astros acabam sofrendo desvios que causam o efeito de cintilação. Um astronauta em órbita da Terra ou na superfície lunar irá notar que os astros apresentam brilhos fixos ( sem o efeito de cintilação ) devido à ausência da atmosfera. A turbulência atmosférica é algo que atrapalha muito as observações astronômicas, pois as imagens aparecem borradas e sem definição.

À medida que trabalhamos com telescópios mais potentes este efeito é notado mais facilmente. Em uma noite com grande turbulência vemos que as estrelas não ficam como pontos de luz. A imagem fica totalmente borrada e no caso de planetas não é possível identificar detalhes em suas superfícies.
A foto a esquerda mostra uma seqüência de imagens da estrela dupla Castor sob efeito da turbulência atmosférica. Na maioria das imagens é impossível distinguir as duas estrelas.

Os grandes observatórios são sempre construídos em locais de grande altitude ( montanhas ), pois o ar é mais rarefeito e assim a camada de atmosfera que a luz atravessa é menor se comparado com regiões nas proximidades do nível do mar. Com isso é possível registrar imagens mais precisas tanto visuais como fotográficas.
Para resolver este problema os astrônomos utilizam atualmente telescópios em órbita da Terra, como é o caso do telescópio espacial Hubble. Com este telescópio os astrônomos conseguem obter imagens extremamente nítidas, algo impossível de obter com os telescópios terrestres. Para efeito de comparação basta dizer que as imagens planetárias obtidas pelo Hubble são comparáveis as imagens obtidas por sondas espaciais.

Os filmes a seguir (gentilmente cedidos pelo astrônomo amador Eduardo Almeida) mostram bem o efeito da turbulência e o objeto filmado é o sistema de Alpha Centauri com as duas estrelas principais. O primeiro filme mostra as estrelas sob efeito de grande turbulência da atmosfera e no segundo filme temos uma turbulência média.

 
Filme 1 - Grande turbulência                                                                  Filme 2 - Média turbulência

À esquerda observatório de Mauna Kea no Hawai situado a 4200 metros de altitude. À direita o telescópio espacial Hubble.

Atualmente os cientistas estão utilizando novas técnicas para diminuir os efeitos da turbulência. A chamada óptica adaptativa consegue melhorar muito as imagens obtidas pelos telescópios terrestres. Damos o nome óptica adaptativa, pois um dos espelhos do telescópio se " adapta " a turbulência do ar. Este espelho é feito de um material maleável e controlado por computadores sofisticados. Um sensor determina a turbulência atmosférica e estes dados são enviados aos computadores. Estes computadores enviam pulsos elétricos para o espelho maleável que sofre pequenas deformações em sua superfície. Assim aqueles raios luminosos que chegaram ao telescópio "deformados", pela turbulência, são corrigidos pelas pequenas ondulações do espelho. Com isso as imagens obtidas apresentam maior qualidade sendo cerca de 50 % melhores se comparadas com telescópios sem este dispositivo.




As imagens acima foram produzidas pelo telescópio espacial Hubble que se encontra a 600 Km acima da superfície terrestre.


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